Treinar em jejum é um tema recorrente para quem pratica exercícios físicos. Contudo, ainda restam muitas dúvidas sobre as vantagens e desvantagens de colocar isso em prática.

Durante o exercício em jejum a gordura é a principal fonte para queima e fornecimento de energia. No entanto, esse processo tem um limite, sendo que a partir de certo momento o organismo passa a usar da massa magra — também conhecida como massa muscular — como fonte de energia, o que diminui a eficácia dessa modalidade de treinos.

Quer entender como é possível aliar o jejum à busca de uma vida mais saudável? Então continue a leitura deste artigo e entenda mais sobre o assunto.

 

O que é jejum intermitente?

Uma tendência que despertou curiosidade, é um método para emagrecer em que o praticante passa períodos mais extensos em jejum, com momentos de alimentação. Seu objetivo é incentivar o corpo a utilizar seus estoques de gordura como fonte de energia.

Normalmente, o jejum intermitente vai de 10 até 24 horas, podendo ser feito diariamente ou só por alguns dias na semana. Nas janelas de alimentação, pode-se comer o usual, mas fora delas, apenas alimentos sem calorias, como chás, café sem açúcar e a boa e velha água sem gás.

 

Como treinar em jejum da maneira adequada?

A melhor forma de realizar um treino em jejum é fazer um exercício com intensidade entre baixa e moderada, já que treinos mais pesados e que exigem força e explosão requerem energia rápida, que geralmente vem dos carboidratos — que estão em falta para quem está em jejum.

Para colocar este tipo de treino em prática é preciso ficar pelo menos 6 e até 8 horas sem comer, em qualquer período do dia. Ou seja: é mais simples do que parece e pode ser feito de manhã, à tarde ou à noite, bastando planejar corretamente a alimentação.

 

Quais são os benefícios de treinar em jejum?

Proporciona ganhos na produção do hormônio HGH

Treinar em jejum faz com que a produção do hormônio HGH, o hormônio do crescimento, seja maior. Ele é produzido pela glândula pituitária e traz benefícios como estímulo para o crescimento muscular, reparo celular, composição corporal balanceada, equilíbrio do metabolismo, menor perda de proteínas durante doenças e lesões, entre outros.

Acelera a queima de gordura

Alguns estudos já têm demonstrado que quando estamos em jejum a menor reserva de glicogênio faz com que a gordura seja usada como combustível principal. Esse processo é capaz de melhorar a perda de peso, mas existe um teto que não pode ser ultrapassado, o qual depende da intensidade e do volume do treinamento.

Esse peso perdido, porém, tende a ser recuperado na próxima alimentação, que se torna primordial. Sendo bem-feita, entra no organismo como um benefício na reconstrução de células que foram estimuladas durante o exercício.

Aumenta a sensibilidade à insulina

Outro fenômeno causado pelo treino em jejum é a maior sensibilidade do organismo diante da insulina. Pela ausência de fontes de nutrientes por um período maior, há diminuição na produção de insulina no organismo, aumentando a sensibilidade e fazendo com que as células utilizem o açúcar já disponível na corrente sanguínea para o corpo

 

Quais as contraindicações?

Apesar dos benefícios listados acima, treinar em jejum também tem suas contraindicações. Pessoas que apresentam quadros de hipoglicemia e pressão baixa, por exemplo, devem evitar treinos longos em jejum. O ideal é que o treino em jejum seja praticado por quem já é habituado aos exercícios físicos. Pessoas sedentárias ou com alguma patologia devem passar por avaliação médica ou nutricional antes de experimentar um treino como esse.

 

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